Pesquisar este blog

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Vencendo o Desânimo


            Vencendo o Desânimo


Que contraste! Em 1 Reis 18, Elias era forte e corajoso. Logo no próximo capítulo ele entrou em pânico e fugiu para salvar sua vida. O que acontecia? O que enfraquecia este grande profeta e fazia com que ele esquecesse seu dever? Era o desencorajamento que fazia Elias cair. Precisamos tomar cuidado porque o desânimo pode incapacitar nossa vida espiritual também.


O contexto da vitória de Elias no capítulo 18 é impressionante. A idolatria, especialmente a adoração de Baal, dominava o país de Israel. O rei e a rainha desta nação, Acabe e Jezabel, eram totalmente corruptos. Neste ambiente espiritual desanimador, a voz solitária de Elias soava em oposição. Ele lançou um desafio aos falsos profetas para disputarem para ver quem era o Deus verdadeiro. A competição seria simples: seriam preparados sacrifícios no altar e o deus que respondesse com fogo do céu para queimar o animal seria o vencedor. Os resultados foram inconfundíveis. Os idólatras clamaram a Baal desde a manhã até o meio da tarde, mas não houve resposta. Em contraste, Elias cavou uma valeta em volta do seu sacrifício, molhou o animal com doze baldes de água até o ponto em que a valeta ficou cheia e então, calmamente pediu ao Senhor que o consumisse. O fogo de Deus não somente queimou o boi, mas também as pedras do altar, a água da valeta e até a terra em volta dele. Esta demonstração dramática convenceu o pov, e os falsos profetas foram executados.


Imediatamente após, Elias partiu para o palácio em Jezreel, onde Jezabel mandou dizer que planejava matá-lo no dia seguinte. Desanimado, Elias fugiu. Ele disse ao Senhor que queria morrer e então fugiu durante quarenta dias e noites. O desânimo nem sempre é pecaminoso, mas leva ao pecado freqüentemente. Neste caso, a depressão do profeta levou-o a esquecer seu posto de serviço, fraquejar em sua fé em Deus e, finalmente, tornar-se egoísta. Ele se queixou que era o único restante que servia ao Senhor fielmente. A vida de Elias, então, oferece um modelo útil para estudar o desencorajamento, o que o causa e como vencê-lo.

                                          Causas

Ironicamente, um dos principais fatores que produziam o desânimo de Elias era a grande vitória que ele conseguira no Monte Carmelo contra os falsos profetas. Vitórias espirituais decisivas são momentos especialmente vulneráveis; somos mais suscetíveis nesses momentos tanto ao orgulho como ao desencorajamento. Neste caso, sem dúvida, Elias previu um reavivamento avassalador. Talvez ele esperasse que Acabe e Jezabel de

algum modo conduzissem a nação inteira ao arrependimento. Assim, o desafio continuado de Jezabel foi uma decepção. A mesma coisa pode acontecer conosco. Quando as coisas vão bem, nossas expectativas são grandes. Então vem o revés, e ficamos desencorajados.

Uma segunda coisa que causou a depressão de Elias foi seu fracasso em conseguir os resultados desejados. Depois de anos de fidelidade ao Senhor e depois da matança dos falsos profetas, nada tinha realmente mudado. Ou assim parecia. É extremamente desanimador trabalhar, trabalhar, trabalhar e mesmo assim não ver resultado positivo. Isto não é incomum. Noé, um pregador da justiça (2 Pedro 2:5), procurou salvar somente sua própria família. Jesus mesmo foi desprezado e rejeitado (Isaías 53:3; João 1:11). Muitos dos mais diligentes servos de Deus têm experimentado a frustração de ver os pequenos resultados de seu labor. Quando vemos pouco ou nenhum fruto de nossas atividades no serviço do Senhor, precisamos ser pacientes (Gálatas 6:9) e confiar em que a colheita virá (1 Coríntios 15:58). Terceira coisa, Elias estava desanimado porque aqueles que deveriam estar servindo o Senhor se esqueciam dele. Acabe e Jezabel deveriam ter sido os guias espirituais daquela nação. A conduta deles era desmoralizante. Para nós, poem ser os irmãos que nos desapontam. A oposição do mundo não surpreende, mas quando vemos aqueles que declaram estar servindo o Senhor voltar suas costas a ele, isto se torna mais do que podemos suportar. Isto não é um problema novo. Josué e Calebe ficaram virtualmente sós (Números 14). Num momento crítico em sua vida, Paulo foi abandonado por todos os irmãos (2 Timóteo 4:16). Precisamos continuar servindo a Deus, independente da resposta dos outros (Habacuque 3:17-18).

Uma quarta causa do desencorajamento de Elias foi a comiseração de si mesmo. Ele estava sentindo pena de si mesmo. Ele sentia que estava só, que todos os outros tinham abandonado o Senhor. É difícil ficar deprimido quando se está fixo na obra do Senhor, mas quando se está pensando principalmente em si mesmo, o desânimo quase sempre acontece.

A culpa era uma causa final da depressão de Elias. Ele tinha abandonado sua responsabilidade e agido sem a orientação de Deus. Ele sabia que estava errado porque estava na defensiva quando o Senhor falou com ele. Precisava de perdão e necessitava voltar ao seu posto de serviço. A culpa freqüentemente produz depressão. Algumas vezes, quando estamos abatidos, não precisamos simplesmente arranjar um modo de sentir melhor, mas precisamos  de arrepender.

                              A pergunta de Deus

O Senhor veio a Elias duas vezes e perguntou: "Que fazes aqui, Elias?" (1 Reis 19:9, 13). Aqui estava um homem bom e justo que tinha caído. Como Deus lidaria com ele? Deus não ficou aborrecido ou desistiu dele. Por outro lado, Deus também não o mimou. O Senhor desafiou-o diretamente, ajudando-o a superar seu desânimo, e reassumir seu serviço fiel. É encorajador perceber que Deus cuida de seus servos fracos e decaídos, e que ele trabalha para encorajá-los e restaurá-los. É também bom ver o modelo do Senhor quando procuramos ajudar a reerguer nossos irmãos quando se tornam abatidos. Não devemos abandoná-los com desprezo, mas também não devemos só tentar fazê-los se sentir melhor. Precisamos desafiá-los e ajudá-los a se levantar novamente na obra do Senhor.

                                           Curas

Quando o Senhor visitou Elias na montanha e perguntou o que ele estava fazendo ali, Deus lhe disse para sair "e põe-te neste monte perante o SENHOR." Deus mostrou a Elias um vento grande e forte que quebrou as rochas da montanha em pedaços, depois revelou um terremoto e depois um fogo. Cada um deles demonstrava o poder de Deus, algo que Elias precisava ver urgentemente. Ele precisava de mais confiança no Senhor; precisava ver quem estava ao seu lado. Mas, surpreendentemente, o Senhor não estava no vento, nem no terremoto, nem no fogo. Por fim, Elias ouviu um sopro suave e ali estava o Senhor! A lição parece ser que precisamos confiar no Senhor até mesmo quando não vemos nada dramático. Deus pode trabalhar quieto, por meios pequenos e aparentemente insignificantes. Precisamos deixar mais nas mãos de Deus e não esperar que ele sempre opere de uma maneira dinâmica e impressionante. Elias estava esperando um vento, um terremoto e um fogo, mas o Senhor estava num som soprado suavemente. Em tempos de desencorajamento, confiemos no Senhor, esteja ele agindo sensacionalmente ou imperceptivelmente.

Deus deu a Elias uma tarefa para cumprir. Ele lhe disse que ungisse Azael como rei sobre a Síria e Jeú como rei de Israel, e Eliseu como seu próprio sucessor. Elias precisava apressar-se; sua inatividade lhe havia dado simplesmente mais tempo para se lamentar. Dificilmente, ficamos deprimidos quando estamos ativos. Mas quando nos sentamos e remoemos um pensamento, então ficamos desanimados.

Finalmente, o Senhor falou a Elias sobre os 7000 que jamais haviam se prostrado diante de Baal. Elias não tinha percebido aqueles que eram os verdadeiros servos do Senhor. Ele nunca tinha observado que não era realmente o único restante. Quando estamos desencorajados, nossa tendência é pensar que tudo e todos estão contra nós. Precisamos reconhecer as coisas boas como as más. Conquanto nossa tendência possa ser nos retirarmos daqueles que nos elevariam, os momentos de depressão são, muitas vezes, os próprios momentos em que precisamos mais da amizade de nossos irmãos. Posso não estar com vontade de ir à igreja, ou passar algum tempo com um irmão cristão, mas se eu fizer isso vou me sentir reanimado.

                                      Aplicação

Os cristãos ficam, às vezes, desanimados. Nesses momentos precisamos voltar-nos para o Senhor e permitir que ele nos ajude a superar a depressão, para que não nos enfraqueçamos e nos afastemos dele. E para nós, como para Elias, as soluções são relativamente simples. Precisamos de mais confiança no Senhor, até mesmo quando não o observamos operando de modos dramáticos. Precisamos nos levantar e nos ocupar, deixando de pensar em nós mesmos. E precisamos ver o bem à volta de nós e passar mais tempo com nossos irmãos.

sábado, 3 de setembro de 2011

Poder em Nossas Palavras


Texto: Lucas 18:41 “dizendo: Que queres que te faça? E ele disse: Senhor, que eu veja”.
INTRODUÇÃO:
Para um pedido tão direto e objetivo, a resposta de Jesus não poderia ser menos direta e objetiva: “E Jesus lhe disse: Vê; a tua fé te salvou” – (v 42). O relacionamento que o Senhor quer conosco é exatamente assim, direto e objetivo. O que atrapalha a pureza desse relacionamento são sentimentos mesquinhos que inundam nossas almas. Vamos ver uma história de sofrimento e luta que poderia ter sido simplificada se as irmãs não tivessem passado a vida querendo se impor, uma para a outra.
=> Nasceu um filho, qual o seu nome?
a) RUBEM: GN 29.30-32 - “O Senhor atendeu a minha aflição e por isso agora me amará o meu marido.” A esperança estava nas circunstâncias;
b) SIMEÃO: GN 29.33 - “O Senhor ouviu minha reclamação e também me deu este.” Buscou o Senhor somente para reclamar.;
c) LEVI: GN 29.34 - “Agora o meu marido vai se ajuntar comigo, porque lhe dei três filhos.” Continuou a olhar para as circunstâncias;
d) JUDÁ: GN 29.35 - “Esta vez louvarei ao Senhor!” Antes tarde do que nunca;
e) DÃ: Raquel decide apelar: GN 30.6 - “Julgou-me Deus” Outra reclamadora. Deus responde: Lamentações 3.39: “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados.”
f) NAFTALI: Raquel apela de novo: GN 30.8 - “Lutei com minha irmã e venci!” O diabo mostra as garras;
g) GADE: Léia também apela: GN 30.11 - “Vem aí a turba” Quando irmãos entram em guerra o diabo fica à vontade e vem a confusão;
h) ASER: Leia não mede limites: GN 30.13 - “Então, disse Léia: Para minha ventura, porque as filhas me terão por bem-aventurada; e chamou o seu nome Aser.” Pobre da mulher que tenta prender o coração do homem com filhos;
i) ISSACAR (Deus me deu meu galardão) E ZEBULOM (deus me deu uma boa dádiva):GN 30.14-15 – Enquanto Raquel põe sua esperança nas mandrágoras, Leia se aproveita;
j) JOSÉ: GN 30.23 - “Ela concebeu, deu à luz um filho e disse: Deus me tirou o meu vexame.” O fruto da briga vai sofrer muito;
k) BENJAMIM: GN 35.16-19 - “Partiram de Betel, e, havendo ainda um pequeno espaço de terra para chegar a Efrata, teve um filho Raquel e teve trabalho em seu parto. E aconteceu que, tendo ela trabalho em seu parto, lhe disse a parteira: Não temas, porque também este filho terás.E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), chamou o seu nome Benoni; mas seu pai o chamou Benjamim. O fim da contenda é a morte.
CONCLUSÃO
Muita gente passa uma vida inteira diante de Deus e continua com os olhos apontados para as circunstâncias (além disso fazem das disputas pessoais o eixo central de suas vidas). Os irmãos que vieram a constituir a tribo de Israel sofreram e ainda sofrem até os dias de hoje as conseqüências da disputa, onde aprenderam a desenvolver atitudes negativas.
O que está nos faltando nos dias de hoje é um relacionamento sincero diante de Deus, onde largamos as rusgas e outros sentimentos negativos, como inveja, mágoa, rancores, ódios, ciúmes e outros, para notar que o Senhor está diante de nós esperando o nosso LOUVOR SINCERO.
Voltando ao início da mensagem, quando Jesus perguntou ao cego, a resposta foi simples. Quando Jesus argumentou com o centurião, ele disse: “pois também eu sou homem sob autoridade e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu criado: faze isto, e ele o faz”. - Mateus 8.9. A resposta de Jesus foi a mesma: VAI. E ele foi e teve sua oração atendida.
Hoje é dia para aqueles que precisam de uma resposta de Jesus atenderem ao chamado do Senhor que te dia VEM. E te pergunta:QUE QUERES QUE TE FAÇA?
Nossa oração é para que se abra o canal de comunicação. Você vai dizer o que quer e o Senhor vai te responder com a mesma palavra.
Família em crise? O Senhor resolve.
Saúde complicada? O Senhor cura.
Problemas financeiros? O Senhor provê.
Depressão? O Senhor renova.
Vícios? O Senhor liberta.
Sentimentos magoados? O Senhor alegra.
AMEM.............DEUS SEJA GLORIFICADO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Superando a ansiedade com ajuda de Jessus



Manter-se tranqüilo diante das adversidades é um desafio para todos os homens. Lembro-me das tantas vezes em que estive ansiosa, preocupada, com situações que se resolveram posteriormente na mais perfeita paz. Sofri a toa. Poderia ter escolhido confiar e permanecer em repouso, como um belo pardal saltitando no telhado, entoando um cântico de louvor ao céu. Jesus disse que nenhum desses pequeninos pássaros está distante de seus olhos. Ele tem a conta de cada um. Por que não teria de mim?



 “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom. Por isso, vos digo: Não andeis cuidadosos quanto a vossa vida...” Mt 6:24, 25.

 Mamon é um sinônimo de “deus do dinheiro”, também indica um sistema de materialismo. Esse verso é bem conhecido e citado individualmente para designar idolatria. Mas ao prosseguir na leitura, Jesus complementa: “Por isso, não andeis cuidadosos”. Ou seja: “Por este motivo, por esta causa, não andeis cuidadosos quanto a vossa vida”. A ansiedade é uma conseqüência do abandono de Deus. Ela acontece quando supervalorizamos o material em detrimento do espiritual.

A tradução para “andeis cuidadosos” é “merimnao” de “merizo”, que quer dizer “dividir em partes”. A palavra sugere uma distração, uma preocupação. Ao ficar ansioso, eu divido minha mente, minha força, minha adoração com outros que não são Deus Único e Verdadeiro. Ao dividir a mente, entrego a vida na mão de “outros senhores”. Uma desobediência, um agravo ao senhorio de Cristo. Porque, se Ele reina em mim, devo ser absolutamente Dele. Se Ele me satisfaz, não há necessidade de estar insatisfeita. Se Ele é tudo para mim, por que vivo como se me faltasse paz?

Alguém diria: Impossível não ficar ansioso! Também já pensei e agi dessa forma, carregando um pesado fardo de coisas que julgava serem pedras, quando não passavam de penas. Mas também, já carreguei pedras que não caberiam em um fardo. Seria necessário um guindaste para removê-las. Graças a Deus e por sua eterna misericórdia, aprendi que não preciso agir como se estivesse sozinha no mundo. Jesus é o que nos dá descanso, e fortalece. Nele é possível encontrar calmaria em meio à tempestade.

É só olhar para Cristo. Em Seu ministério terreno, teve todos os motivos do mundo para estar ansioso e não esteve: Perseguido, caluniado, com a missão de resgatar a humanidade, tendo conhecimento de sua morte e ainda assim, nunca, jamais perdeu a fé e a tranqüilidade. Retirava-se para os montes em longas horas de oração. Poucas horas antes de ser capturado pelo exército romano, Jesus retira-se para o jardim Getsêmani na companhia de seus discípulos e diz para eles: “Asentai-vos aqui, enquanto vou além orar” Mt 26:36.

Ele nos dá a mais preciosa receita contra a ansiedade: “Vou orar”. Na oração, Jesus encontrou refúgio e força para os dias de angustia Ele passava horas em conversa com o Pai. Nada, absolutamente nada, foi capaz de fazer com que Jesus ficase ansioso. Bem, é verdade que Ele ficou um pouco furioso com uns mercadores no templo e derrubou mercadorias com uma espécie de cordão. Mas isso não constitui ansiedade. Porque esse sentimento maquina a respeito de "impossibilidades" ou de abundantes possibilidades. A atitude de Jesus tem a ver com justiça, pleno dominio de si. Certeza da vontade de Deus. Um servo inteiramente sob o dominio do Senhor.

E por ter vencido todas as imposições do materialismo é que Jesus se oferece como solução para ajudar aqueles que não conseguem se livrar dos fardos, da ansiedade. Ele venceu, até mesmo a morte. O mais angustiante sentimento existente no Universo. Dor para quem vai e para quem fica. Ele venceu e ressurgiu para glória do Deus Pai, e abrigo para os perdidos. Ele mesmo é quem diz: "Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas almas" Mt 11:28,29.

Não precisamos estar ansiosos. Esse mal tem remédio. Não é um paleativo apenas, é um bálsamo diário para todas as situações. Entremos no jardim do Getsêmani. Oremos sem reservas. Confiando toda nossa mente a Deus. Sem dividir com nada, nem ninguém. Lembram-se do que Jesus falou a Marta? "Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas mas uma só é necessária. Precisas imitar Maria, que escolheu a boa parte" Lc 10:41,42. Enquanto a mente e a presença de Marta se dividia entre a sala, cozinha e outras partes da casa, Maria repousava aos pés de Jesus. Marta correndo afadigada e Maria ouvindo o Mestre, confessando seus medos, aprendendo, sendo edificada, recebendo refrigério.

Marta ansiosa, ainda perguntou; "mestre, não te importas comigo"? A ansiedade sempre procura um culpado. Ela se move na direção dos problemas, não das soluções. O ansioso considera que pensar demais no problema lhe trará a solução. Mas não. Isso só faz com que moinhos de vento se transformem em monstos. Você conhece essa lição contida na obra de Miguel de Cervantes? A fim de proteger a donzela por quem estava apaixonado, Dom Quixote se atira em um moinho de vento, acreditando tratar-se de um monstro de garras destruidoras.

Assim acontece conosco. transformamos moinhos de vento, em monstros e sofremos desesperadamente tentando destruí-los . Deus olha para nós e diz: "Filho, não temas, olha para mim, tenho o controle do moinho, sei a direção do vento, descansa". Em silêncioso clamor respondo: " Preenche-me Senhor, fortalece-me e guarda-me de servir a Mamon".

O centurião de cafarnaum


:                   Mateus - Cap. 8 de 5 a 13 :::...
5 
E, entrando Jesus em Cafarnaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe,
6
E dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa, paralítico, e violentamenteatormentado.
7
E Jesus lhe disse: Eu irei, e lhe darei saúde.
8
E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entresdebaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar.
9
Pois também eu sou homem sob autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu criado: Faze isto, e ele o faz.
10
E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé.
11
Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus;
12
E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.
13
Então disse Jesus ao centurião: Vai, e como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou.
Jesus é procurado pelo Centurião que com suas palavras externa o seu entendimento sobre seu entendimento a cerca da palavra autoridade. Ele demonstra ir além do conhecimento judaico da época em crer que Jesus Cristo seria verdadeiramente um enviado de Deus . Aquele homem com seu clamor e grande fé levou a muitos gentios a crerem no Senhor, pois a cura foi completa.
Nos dias de hoje, face as grandes dificuldades temos que buscar entendimento no Senhor e adorar-lo não pela possibilidade de receber uma benção, mas sim pela possibilidade de ter direito a entrar em seu Reino a partir da sua palavra de Salvação.
Duas coisas impedem a cura em nossos dias:
  • Incredulidade no que tange ao poder de Deus e o valor de sua palavra (Bíblia);
  • Soberba do ser humano, falta de coração e acima de tudo "Humildade".
        Reconheça a autoridade de Deus em sua vida!
        Procure uma Igreja Evangélica em sua cidade.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Pecado De Davi


INTRODUÇÃO

Davi, o homem segundo o coração de Deus, se deixou levar por sua vaidade. E, como todos os homens, a exceção de Cristo, também  pecou. Na lição de hoje extrairemos algumas lições a respeito desse triste episódio na vida de Davi. Inicialmente contextualizaremos o seu pecado, mostraremos as condições existenciais para que esse ocorresse. Em seguida trataremos especificamente a respeito do seu pecado e ao final, mostraremos as conseqüências do pecado de Davi a fim de extrairmos lições para a vida cristã.

.               O DESEJO DESENFREADO DE DAVI
 
O narrador bíblico diz, em II Sm. 11, que Davi estava em Jerusalém. Enquanto isso, seus subordinados se arriscavam na guerra contra os amonitas. Após a refeição, o rei fez sua sesta, e em seguida, caminhou pelo terraço do palácio, perambulando de um lado para outro, em inquietação extrema. Em sua posição estratégica, acima dos demais moradores  da cidade, a tudo observava do alto até que seus olhos pairam na direção de uma mulher mui formosa que se banhava. Davi não levava em conta os sentimentos pessoais dela, por isso, numa atitude de abuso sexual, envia seus mensageiros a fim de se relacionar sexualmente com ela. É digno de destaque que o nome de Bate- Seba somente é citado depois dos primeiros versículos desse capítulo, isso porque, para Davi, ela, a princípio, não passava de uma mulher. Mas Bate -Seba, a mulher com a qual Davi se envolveu impulsivamente, engravidou, consêquentemente, o rei ficou preocupado. A fim de encontrar uma saída, Davi chamou Urias, o heteu, para coabitar com Bate-Sete, sua esposa, a fim de que a gravidez fosse encoberta. Em respeito ao rei e aos demais guerreiros, Urias se deitou à porta da casa real, decidindo a permanecer com todos os servos de Davi. Diferentemente de Davi, Urias demonstrou fidelidade e não quis usufruir do seu direito para cumprir a satisfação própria. Sua atitude também demonstra solidariedade em relação aos seus colegas soldados. Por fim Davi toma uma decisão extrema, e, para desposar Bate-Seba, planeja a morte de Urias. Muitas vidas são postas em risco para que a vontade egoísta do rei seja levada adiante.

            
O PROFETA REPREENDE O REI DAVI

O rei de Israel deveria submeter-se à palavra profética, por esse motivo, o Senhor enviou Nata, o profeta, para repreender o rei pelo seu pecado. Nata conta-lhe uma história a respeito de dois homens – um rico e um pobre – o primeiro tinha ovelhas e gado em grande número, mas o segundo apenas uma cordeirinha. Para recepcionar um hospede, ao invés de sacrificar uma das suas muitas ovelhas, o homem rico toma a ovelha de estimação do pobre e a prepara para o banquete. A reação de Davi, revoltado pela atitude descabida do homem rico, é imediata e contundente: o homem que cometeu tamanha atrocidade deva ser morto. Interessante que Davi não conseguiu identificar-se naquela história. Uma demonstração da evasão humana diante do pecado. O ser humano prefere apontar seu dedo na direção do outro ao invés de reconhecer seus erros. Uma pesquisa comprovou que uma das frases menos ditas é: “eu errei”. A repreensão profética se fez necessária a fim de que, como diante do espelho, Davi tomasse consciência do seu pecado: Tu és o homem. Esse trecho da Escritura nos revela o poder de desvelamento da Palavra de Deus, sendo essa, conforme está escrito em Hb. 4.12,13: “é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar”. O pecado de Davi não ficaria impune, por isso, uma série de conseqüência adviria das atitudes do rei de Israel. Ninguém pense que o pecado não trará suas mazelas, pois o que homem plantar isso também ceifará (Gl.6.7).

                     AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

Não há como conviver amistosamente com o pecado, pois o que o homem plantar isso também ceifará (Gl. 6.7). Essa é uma verdade que pode ser constatada na realidade do pecado de Adão e Eva (Gn. 3.1-6). Algumas vezes, como no caso de Davi, o pecado não apenas atinge o indivíduo pessoalmente, também aqueles que lhe cercam. Uma das conseqüências primárias do pecado, depois de reconhecido, é a tristeza, atingindo o ser humano emocionalmente (Sl. 6.6), ainda que essa tristeza possa conduzir ao arrependimento (II Co. 7.10) Essa porém não é a conseqüência imediata do pecado, antes o distanciamento do Seu Criador (Rm. 3.23). O pecado é uma transgressão dos mandamentos do Senhor que é Santo (I Jo. 3.4; Rm. 4.15). Por esse motivo, quando o pecado ocorre não apenas o pecador se entristece, também entristece o Espírito Santo, que o selou para o dia da redenção (Ef. 4.30). Uma outra conseqüência do pecado não arrependido é o efeito cascata, isto é, um erro pode conduzir a outros sucessivos. O envolvimento sexual de Davi com Bate-Seba o levou a um outro pecado, o assassinato de Urias. O pecado de um determinado indivíduo também pode levar outras pessoas – algumas vezes que nada têm a ver com o caso – ao sofrimento. Urias padeceu por causa do pecado de Davi, demonstrando, assim, a implicação social do pecado humano. Por fim, mas não por último, o pecado tem implicações psicossomáticas, ou seja, a menos que haja arrependimento e confissão, males sobrevirão ao corpo, por isso Paulo advertiu os crentes de Corinto que entre eles havia “muitos fracos e doentes e muitos que dormem” (I Co. 11.30).

                                   CONCLUSÃO

O pecado do cristão precisa ser confessado e abandonado (Tg.5.16). Como Davi, é preciso reconhecer os pecados pessoais perante Deus (Sl. 41.1). A Palavra de Deus diz que os que confessam seus pecados e os deixam alcançarão misericórdia

A Parábola das Dez Virgens


Nela, dez virgens, cinco loucas e cinco prudentes, saem ao encontro do esposo. Cada uma, leva consigo, uma lâmpada acesa. O esposo, demora a chegar. As lâmpadas das loucas, se apagam. Se afastam das prudentes, em busca de adquirirem azeite. Ao retornarem, o esposo havia acolhido as cinco virgens prudentes, deixando-as de fora: "Não vos conheço" Mt 25: 1-13.

O Esposo: É Cristo. Sua chegada, representa as bodas do Cordeiro, a segunda vinda à terra: Regozijemo-nos e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou" Ap 19:7.

Virgens: Representam a esposa, a igreja: "Porque estou zeloso de vós, com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um marido, a saber, a Cristo" IICor 11:3.

Lâmpadas: Representam a vida, o espírito: "E a seu filho darei uma tribo: Para que Davi, meu servo, sempre tenha uma lâmpada diante de mim em Jerusalém, a cidade que escolhi para por ali o meu nome" I Reis 11:36.

O Azeite: É O Espírito Santo de Deus. A Unção que mantêm acessa a lâmpada: " Tu, pois, ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveira, batido, para o candeeiro, para fazer arder as lâmpadas continuamente" Êxodo 27:20.

Virgens Loucas: Ao partirem ao encontro do esposo, carregavam lâmpadas acesas. Tinham azeite. Com a demora do esposo, suas lâmpadas apagaram (v8). Não tiveram suprimento suficiente para evitar a "morte" da lâmpada. Esse grupo de virgens, representa, os que dizem seguir a Cristo, porém, não O obedecem: "E aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica, compará-lo-ei ao homem louco..." Mt 7:26.

Essas virgens, usavam aliança de noivado, porém, traíam O Esposo. O relacionamento para com Ele, não era fiel e verdadeiro. Começaram com azeite, mas, não se esforçaram em mantê-lo até o casamento.

Em Busca de Azeite:"Dai-nos vosso azeite, porque nossas lâmpadas se apagam" (v8). As prudentes, se negaram a dividir o azeite: "Vão comprar" (v9). As loucas, esperavam ser salvas, com azeite alheio. Sem esforço. Mas, azeite, não é fácil, nem barato. Existe todo um processo para sua obtenção. A negação das prudentes, tem um significado muito especial e não é mesquinho: "Salvação é individual" Rm 14:12: "Cada um dará conta de si mesmo a Deus".

Uma compra, exige valor monetário. Adquirido com trabalho. As virgens prudentes, trabalharam diligentemente para se suprirem Estavam prontas para casamento. As loucas, queriam, a festa, não o esforço. Mantiveram o foco, no lado fácil do Cristianismo. Se acomodaram.

"E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo. Senhor, Senhor, abre-nos a porta. Não vos conheço" (vs 10, 11, 12). Quando Jesus disse:"Buscai o Reino" Mt 6:33, essa busca, deve ser diária. O distanciamento de Deus, leva ao pecado, é "luz apagada".

Virgens Prudentes: "Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente..." Mt 7:24. As virgens, prudentes, obedeciam O Cordeiro. Por isso, tinham azeite suficiente para uma possível demora. Imagino-as, carregando um frasco, bem protegido, em uma bolsa a tiracolo, para não perder, nem quebrar.

Estavam mais interessadas em encontrar O Noivo, não em agradar suas colegas loucas. Negaram azeite para elas. Se nós, nos importamos em fazer apenas a vontade dos homens, estaremos desagradando a Deus. Perdendo azeite: "Não seja o caso que nos falte a nos e a vós" (v9). Ou seja, "escolhemos a Cristo". Já lhe convidaram a dividir azeite? Não é o mesmo que multiplicar.Se todas as prudentes, dividissem o azeite com as loucas, em pouco tempo, todas estariam no escuro. Todas, fora das bodas. Dividir azeite, aqui, significa fazer a vontade do mundo.

Quando o azeite acaba: Precisamos escolher em que grupo queremos estar: No das loucas, ou das prudentes. Se nos acomodarmos ao pouco azeite, não buscarmos abastecimento constante, morreremos. Foi assim com Adão e Eva. Começaram a vida, no Edén, cheios de azeite. Suas lâmpadas, brilhavam intensamente, até o dia que escolheram amar mais o mundo que a Deus. Resultado? trevas, lâmpadas apagadas(Gn. cap.3). Saul foi outro. Começou com azeite e terminou sem. O Espírito Santo de Deus, o deixou. A lâmpada, apagou. Homem louco (I Samuel 16:14).

Se suprindo de azeite: A Bíblia nos diz: "Hoje é o dia para o arrependimento" (Hb 3:15). Nós sabemos quando estamos ou não, supridos de azeite. As virgens loucas, sabiam. Resolveram arriscar. Não olhemos para a lâmpada alheia, achando que ela irá nos salvar. Adquiramos nosso próprio azeite: Arrependimento, confissão, obediência, comunhão. Assim, a luz não se apagará.

Alcançar o reino, exige sacrifício, renúncia, cravos e espinhos, chagas e cicatrizes. O Reino, não é só festa. "Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz, e alegria no Espírito Santo". Rm 14:17. Por fim, é na vigilância que se encontra o segredo para a consolidação do casamento: "Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir" Mt 25:13.